quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

gostaria de ter uma conversa interessante com alguém.
visões contrárias, argumentos inteligentes, comentários engraçados...

tô cansado de abrir a boca só pra falar merda,
forçar o riso, entrar em assuntos desinteressantes só pra que nosso encontro não fique fadado aquele velho silêncio constrangedor;
o qual tenho de confessar, na maior parte das vezes, me pareceria bem mais confortável.

e não é "curitibisse", não confunda as coisas.
adoro conversar sobre nada, mas chega uma hora que cansa.
até tento ser simpático, mantenho a cabeça bem aberta e forço a exclusão dos meus preconceitos assim que os detecto,
MAS CHEGA DE FALAR DA BUNDA DAQUELA MINA, PORRA.
e, ah, antes que você faça qualquer pré julgamento, deixo claro que não sou viado, aprecio tanto a beleza feminina tanto quanto você, mas acho a repetição desse assunto tão futil quanto conversar sobre sapatos, flagra?

e chega de maconha também, eu gosto, você gosta, todo mundo sabe e todo mundo gosta, não precisa escrachar.
futebol? até gastaria 10 minutos, não mais que isso.
pena que não possuo nenhum conhecimento sobre política, economia, literatura, cinema, história ou ciência;
pena não possuo memorizadas na minha cabeça frases prontas nem citações poéticas.

chega até a ser engraçado perceber enquanto escrevo esse texto que tá aí um grande problema meu...
talvez eu seja um cara desinteressante, tão vazio quanto o que julgo ser vazio,
um cara que sempre quer mais do que merece e que sempre quebra a cara quando isso se torna perceptivel.

bom, meu ultimo cigarro tá acabando, e acho que esse assunto se finda aqui também.
até a próxima.

domingo, 25 de dezembro de 2011

e se eu pudesse viajar no tempo?
refazer erros, rever cenas, reviver lembranças perdidas, controlar e prever o futuro...
talvez este estado seja o mais proximo possivel da morte.

e a beleza dos minutos que perduram horas?
das horas que somem como segundos?
da importantissima insignificancia de milésimos de milésimos de segundos?

o que é o tempo?
passado, presente, futuro.
definições tão solidas e tão falsas, não concorda?
o agora é quando?
e por que existem passados que nunca passam?
o futuro já esta traçado? ainda há tempo de muda-lo?

não sei se creio no destino, não sei se as escolhas que faço são realmente minhas, não sei por que estou aqui, muito menos pra onde vou.
não sei quanto tempo dar ao tempo, não sei se ele é rei ou operário.

e todo tempo que já perdi, não conseguirei reconquistar.
e todo mal que ele me fez, não sei se posso remediar.
e todo bem que ele me fez, não tenho como agradecer.

sei que ninguém tem o poder de sanar minhas dúvidas e, pra ser sincero, nem gostaria disso.
afinal, adoro quando tento acertar qual é a desse tal plano maior de Deus;
e adoro ao ver que estou errado e que o tempo sempre se revela tão surpreendente.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

354



- abandonei o que me fazia mal, cativei o que me fez bem, perdi o que quis manter, mantive o que realmente importa.
ri de mim mesmo, respirei novos ares, reencontrei velhos amigos, retomei velhos hábitos.
lutei e ganhei, lutei e perdi.
me iludi, desbravei territorios inóspitos, ri até não aguentar a dor de barriga.
errei muito, refleti mais ainda, cicatrizei feridas, gorfei 4 vezes no mesmo rolê.
me senti completo ao estar sozinho, desespeirei-me com a ausencia de amores reais.
não contrai infecção de garganta, contemplei a beleza do sol poente, morri de preguiça de vê-lo nascer. 
fui sincero demais, me tornei frio, senti muito medo, fiquei feliz por ter liberdade dentro da cabeça.
arrotei e peidei ao mesmo tempo, menti um pouco, omiti muito.
desaprendi a escrever, e das vezes que fui humilhado, retribui com um sorriso.
desejei o mal , em seguida me arrependi, tentei ser útil, rezei mais pelos outros do que por mim.
explodi em ira, reconheci gestos de amizade sincera, conheci de verdade meu pai.
vi a decadencia da carne, a debilidade da mente e o amor de verdade.
apostei muitas coisas, mas só uma delas (não) quero mesmo ganhar.

intensamente banal,
interessantemente ocioso.

prefiro ver o lado brilhante desse ano.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

me serve de escudo e me tortura tanto
até forcei o pranto, mas ele já se cansou de mim
sei que foi assim que vim, é assim que me vou
é que ela não tem um fim, é que ela me cativou.

destino? mais uma desculpa que aceito
me crava a trava no peito, ela me desatina
me intupo de nicotina, mas já não surte efeito
nas minhas veias correm resina, só pra rir do meu jeito.

mas se pudesse escolher, viveria com ela
dia sim dia não ou em pequenas parcelas
quando te perco, me ganha
quero tua presença, pois sei que a luta ta ganha
nunca ando sozinho, a solidão me acompanha.